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A ILHA DE LIXO

Pesquisadores afirmaram que a maior densidade mundial de lixo plástico de que se tem conhecimento fica numa pequena ilha inabitada do Oceano Pacífico. Eles estimaram haver 37,7 milhões de peças plásticas, ou 17,6 toneladas, nas praias da ilha Henderson, que é parte do território ultramarino britânico Pitcairn, localizado entre a Nova Zelândia e o Chile.

Segundo o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, há de 21 a 671 itens plásticos por metro quadrado nas areias da ilha, incluindo uma ampla variedade de objetos, como brinquedos, escovas de dente, capacetes e isqueiros, nas mais variadas cores.

Para chegar a esses números, os pesquisadores limparam uma parte da praia e acompanharam o acúmulo diário de lixo. Segundo eles, a estimativa é de que mais de 13 mil objetos alcancem a ilha todos os dias.

“A quantidade de plástico lá é realmente alarmante”, declarou a principal autora do estudo, Jennifer Lavers, da Universidade da Tasmânia, na Austrália, à agência de notícias Associated Press. “Temos de repensar drasticamente nossa relação com o plástico. É algo feito para durar para sempre, mas usado por alguns instantes e depois jogado fora”, acrescentou.

Segundo Lavers, é a localização da ilha que faz com que o plástico se acumule nas suas praias. Com 3.700 hectares, a ilha Henderson fica na beira de um vórtice de correntes oceânicas conhecido como Giro do Pacífico Sul, o que faz com que o oceano expila o lixo jogado por navios ou vindo da América do Sul nas suas praias.

Por fim, cabe citar mais um dado preocupante: segundo o Programa Ambiental da Organização das Nações Unidas, a ONU, os entulhos plásticos são responsáveis pela morte de mais de um milhão de pássaros e cem mil mamíferos marinhos por ano. Em muitas das vezes, os animais morrem com resíduos de plástico em seu estômago ou presos no material.

É extremamente importante realizar o descarte correto do lixo reciclável e a compostagem de resíduos orgânicos. É possível fazer parcerias com cooperativas de reciclagem e até produzir seu próprio adubo orgânico.

Fonte: Portal EcoDesenvolvimento & Portal ABTC

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